quarta-feira, abril 16, 2014

Suco verde, já tomou hoje?

Faz um tempo que estou colaborando com o Super Veggs. Meus textos lá falam só sobre gravidez e veganismo. Vou postar aqui alguns dos que acho mais importantes, mas se você quiser acompanhar melhor, clica lá, ok?


    E hoje o nosso assunto é suco verde. Está na moda e vem sendo consumido por artistas e celebridades do mundo todo como auxiliar do emagrecimento e das dietas desintoxicantes. Mas o suco verde não é só isso. Ele é sem dúvida uma grande fonte de nutrientes para você grávida ter uma gestação mais saudável. Principalmente aquelas futuras mamães que comem pouca salada, ou que precisam de suplementação alimentar.
            O suco verde é rico em ferro, cálcio, ácido fólico, vitamina C e dependendo do ingrediente que você coloque pode ter bastante vitamina A, K, potássio, magnésio e outros sais minerais bem importantes para o funcionamento do organismo.
            Confesso que não sou um bom exemplo no consumo de suco verde na gravidez. Durante a adolescência eu fazia bastante e depois que engravidei tentei manter o hábito mas consegui tomar o suco apenas durante o primeiro trimestre. Hoje, aos oito meses de gestação, só o cheiro das folhas já me deixa enjoada. Não sei o motivo disso, mas eu tento comer salada e incluir os vegetais e frutas usados no suco ao longo do dia, mas cá pra nós, se tomasse um copo de suco verde teria mais rapidamente esses nutrientes. Já tentei (e deu certo) tomar o suco tapando o nariz para não sentir o cheiro. Parece coisa de criança, só que funcionou bem ;)

            Fazer o suco verde é bastante simples e você vai ver que com um pouco de organização você terá mais disposição e saúde nessa fase tão bonita. Dá para deixar os vegetais e frutas lavados e alguns até cortados na geladeira. De manhã, em jejum, é só bater tudo e tomar. O suco tomado em jejum é melhor absorvido, mas nada impede que você tome num lanche da tarde, por exemplo.
A base do suco é composta de couve, maçã, limão e pepino. A partir dessa base você pode incluir outros ingredientes que desejar. As quantidades vão do seu gosto, mas eu sugiro colocar um pepino inteiro (ou meio se ele for muito grande), duas folhas de couve, uma maçã (ou duas se preferir o suco mais doce) e o suco de um limão.
            O pepino, a maçã e o limão irão dar a água necessária para fazer um copo de suco sem a necessidade de líquidos, mas caso queira, você pode colocar um pouco de água de coco. Para bater, use o juicer, mas se não tiver, o liquidificador funciona igual, desde que tenha uma boa potência e você bata primeiro o pepino para dar líquido ou use uma cenoura como socador. Se usar a água de coco na receita, não vai ter problemas para bater.
Também é importante coar o suco – se fizer no liquidificador por que no juicer ele já sai coado. Apesar de algumas pessoas dizerem que tomam sem coar por causa das fibras, a quantidade delas presente no suco é muito grande, o que torna a digestão mais lenta. As fibras da maçã que são mega importantes para o nosso trato intestinal podem ser consumidas, mas de preferência se a maçã for orgânica.
            Outros vegetais que podem ser incluídos no suco são espinafre, salsinha, coentro, rúcula, hortelã, brócolis, cenoura, beterraba... Você também pode colocar abacaxi, morango, suco de laranja, maracujá e as frutas que desejar. Dê o seu toque especial com castanhas hidratadas em água por 20 minutos, como castanha do pará, amêndoas, macadâmias e as que mais gostar. Há ainda a possibilidade de dar aquele toque final com um pedaço de gengibre descascado, um punhado de clorofila ou ainda um punhado de linhaça, canela ou chia (acrescentadas ao suco depois de coado, já pronto para beber).
            Para coar, use uma peneira bem fina ou um paninho tipo voal. É possível encontrar uns modelinhos próprios para passar suco verde na internet ou em lojas de produtos naturais. É bom frisar ainda que se possível, você tente usar vegetais e frutas orgânicos. Aqui na minha cidade as feiras orgânicas ainda não tem tanta variedade, mas se você tem aí, aproveite.




Post também publicado no blog http://superveggs.blogspot.com.br

O que mudei na minha alimentação depois da gravidez

Faz um tempo que estou colaborando com o Super Veggs. Meus textos lá falam só sobre gravidez e veganismo. Vou postar aqui alguns dos que acho mais importantes, mas se você quiser acompanhar melhor, clica lá, ok?

Estar grávida envolve uma série de preocupações não só com o seu corpo, mas principalmente, com a vida de outro ser que está sendo gerado com a sua ajuda. Você com certeza se preocupa com o quanto vai engordar, se vai ter ou não estrias e varizes, se vai conseguir voltar ao corpo de antes da gravidez... Mas a preocupação maior – pelo menos pra mim – tem sido basicamente, como fazer o meu bebê crescer forte e saudável.
Já antes da gravidez eu tinha uma certa preocupação com minha dieta. Não só por questões estéticas, com a preocupação com a saúde me fazia evitar doces em excesso, refrigerantes e frituras. Claro, tem aqueles dias em que você come de tudo, mas normalmente, minha dieta era equilibrada. Depois da gravidez, essa preocupação aumentou. Procurei uma nutricionista, mas a dieta que ela me passou me deixou preocupada, tinha muita soja várias vezes ao dia.
Era um tal de iogurte de soja de manhã, soja no almoço, vitamina com leite de soja no lanche e soja no jantar... Achei aquilo meio exagerado e sem criatividade. Abandonei a dieta em menos de duas semanas. E comecei a pesquisar na internet os nutrientes mais importantes para grávidas. Acabei montando uma dieta por conta própria (não faça isso, é sempre muito mais indicado procurar um profissional), e tentando comer mais alimentos frescos (vegetais e frutas), fibras e proteínas.


Nesse meio tempo, os enjoos frequentes e a falta de apetite dos primeiros meses de gravidez, me fizeram abandonar a dieta saudável por um tempo. O que me causou a temida anemia – tão comum entre grávidas (sejam elas vegetarianas ou não), mas que foi curada com suplementos e uma dieta rica em ácido fólico, vitamina C e ferro. Suco de jenipapo, alimentação com bastante beterraba, feijão, limão, laranja, framboesa e couve foram grandes aliados. Eu falo da anemia no próximo post, mas já adianto que comer bem é a chave para um desenvolvimento saudável da gestação.
Agora que os enjoos passaram (finalmente!!!), voltei a comer bem e percebo que não há grandes alterações na dieta de antes da gravidez. Minhas principais mudanças foram:
- Diminuí a quantidade de café – eu tomava mais ou menos 4 a 5 xícaras pequenas de café por dia. Passei a tomar uma xícara só pela manhã ou à tarde.
- Excluí refrigerantes.
- Excluí qualquer bebida alcoólica – eu bebia socialmente, uma taça de vinho ou um copo de cerveja. Aboli isso completamente e brindei o ano novo com uma taça de champanhe sem álcool.
- Dei preferência a alimentos integrais e ricos em fibras – eu já fazia isso antes, mas sem muita preocupação. Hoje procuro sempre comer arroz integral, biscoitos integrais e pouco pão.
- Consumir alimentos ricos em ferro sempre junto com uma fonte de vitamina C. Isso ajuda na absorção. Sempre coloco um pouco de limão no feijão e na couve e, no caso do suplemento, cada comprimido de ferro era acompanhado por um de vitamina C. – Caso precise suplementar, procure um médico.
- Diminuí sal e açúcar - não é que eu tenha excluído, mas tentei diminuir consideravelmente o consumo. Ajuda a não inchar tanto e a não ter diabetes gestacional e pressão alta. Tomar sucos sem açúcar e não usar temperos e caldos prontos cheios de sódio é uma saída. Quando uso esses caldos prontos, procuro usar metade do que usava antes.
- Na hora do lanche, prefiro as frutas. Eu levo para o trabalho normalmente três ou quatro opões de lanche. Fico o dia todo lá, então tem lanche de manhã e à tarde. Opções bacanas são maçã, banana, laranja cravo, kiwi, uva, goiaba e ameixa. Se tiver mais tempo, levo melão ou melancia cortadas. Às vezes, levo uma barrinha de cereal ou biscoito no caso de ter fome no caminho.
- Deixo os biscoitos mais doces, bolos e chocolates para os dias em que estou com desejo, então, só compro/faço na hora da vontade.
- Diminuí o consumo de soja. Não que faça mal, mas a gente lê tanta coisa a favor e contra, que não sabe em que acreditar. Por isso, dou preferência ao tofu e ao glúten. Quando tenho vontade de salsicha de soja ou soja texturizada – para strogonoff, por exemplo, compro a quantidade que dá um ou dois pratos. Congelo uma parte para comer durante a semana.
- Aumentei o consumo de cálcio com tofu, brócolis, couve e abacate.
- Tomo bastante água.



      Está vendo que não é difícil? Normalmente já é o que a gente faz numa dieta vegana, a diferença é só que há uma preocupação maior com a absorção de nutrientes. A utilização de suplementos eu falei no post anterior e não é nada do outro mundo.



Post também publicado no blog http://superveggs.blogspot.com.br

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Orgulho e decepção - vegano comendo fora nem sempre é fácil

Pois é, todos nós sabemos que a vida de um(a) vegetariano (a) no Nordeste, ou mais especificamente em Maceió, muitas vezes não é fácil. Mas em alguns momentos temos surpresas bem bacanas. Começo com a decepção para depois vir com a dica legal. Me acompanhem!

Essa semana fui ao restaurante Natureza Viva, na Ponta Verde, comprar tofu. Eu geralmente faço o tofu em casa, por ser beeeem mais barato e por render beeeem mais, mas quando estou com preguiça sem tempo, compro já pronto. Estávamos eu e meu esposo com fome e decidimos lanchar por lá mesmo. Só que não.

Quando perguntei sobre os lanches expostos na vitrine, TODOS levavam algum ingrediente animal, fosse queijo, ovos, frango ou carne. Não satisfeita, perguntei sobre os sanduíches feitos na hora, já que a moça poderia fazer aquele velho "pão com salada", mas ela me disse que não poderia fazer pois a "base" do sanduíche era feita com ricota. (e eu fiquei lembrando de uma época recente em que eles tinham um cardápio só de sandubas com várias opções veganas, inclusive com hambúrguer e salsicha de soja - oqueseráqueaconteceu????).

Vendo que eu estava triste  impaciente, ela deu a dica: __ Vai lá dentro do restaurante, no Espaço Sem Glúten e Sem Lactose, lá eles fazem o sanduíche pra você.

Até me animei na hora... Só que não. (de novo).

Quando cheguei TODOS os salgados eram realmente sem lactose, mas o recheio tinha frango, carne ou bacalhau. E o único salgado de palmito levava ovo. Mais uma vez, apelei: __ Tem como fazer um sanduíche com salada? A resposta: __ Não temos pão. (COMO??????) Um restaurante que vende pão e não tem pão pra fazer o sanduba?? Achei que era má vontade. Paguei meu potinho de tofu e fui embora.

Foto: Instagran @chefthiagomaia

Mas, pra minha felicidade a vida em Maceió não é completamente alheia aos vegetarianos/veganos. Fui à uma risoteria, a Pasta & Rizzo, que fica no terceiro piso do Shopping Parque Maceió (o shopping novo! rsrs). Pela breve olhada no cardápio, tem entre quatro e cinco opções vegetarianas. Para os veganos, é possível fazer o risoto sem colocar o queijo parmesão, assim como no molho pesto do macarrão. Eu pedi um risoto de cogumelos, uma porção bem generosa, com shitake e shimeji, muito bem temperada. Meu esposo pediu um macarrão ao pesto, que também veio muito gostoso.

Então, nem tudo está perdido. Só resta continuar procurando e gravar bem os lugares com opções bacanas!



domingo, novembro 17, 2013

Delicia de abacaxi vegana

Sabe uma receita que lembra a infância? Pois é, essa pra mim é uma dessas. Minha mãe sempre fazia e a gente ficava contando os minutos no congelador pra poder saborear.

O negócio é, faz tempo que eu penso em fazer uma versão vegana, mas só hoje tive coragem de tentar. Posso dizer que deu super certo e lembrou bastante a aparência e o gosto da que minha mãe fazia.

O legal é que eu consegui fazer um doce muito parecido ao original, usando menos ingredientes e nada de origem animal.

Quer a receita? Lá vai...




Delícia de Abacaxi

Ingredientes:
Camada 1
1 abacaxi médio
4 colheres de sopa de açúcar

Camada 2
1 lata de leite condesado de soja
2 colheres de sopa de creme vegetal

Camada 3
1 caixinha de creme de soja
3 colheres de sopa de açúcar
gotinhas de limão


Modo de preparo:

Em uma panela coloque o abacaxi picadinho e o açúcar. Deixe cozinhando até os pedaços começarem a querer desmanchar. Mexa de vez em quando, vai juntar muita água, se achar que está demais, deixe a panela destampada para a água evaporar.

Em outra panela coloque o leite condensado e o creme vegetal e mexa até chegar ao ponto de brigadeiro mole. Demora uns vinte minutos.

Coloque o creme de soja e o açúcar na batedeira e bata por uns três minutos. Adicione as gotinhas de limão e bata mais uns dois minutos.

Pronto! Agora é só colocar numa travessa de vidro, uma camada com o abacaxi, uma com o leite condensado e outra com o creme de soja.

Deixe no congelador por uma ou duas horas antes de servir.

quarta-feira, novembro 13, 2013

Yamasterol: o creme da vovó que tá fazendo a cabeça das cacheadas modernas!

Se você nunca ouviu falar dele, certamente tem o cabelo ou é muito novinha. Sim, por que o Yamasterol é um creme multifuncional bem antigo. Ele serve para hidratar o cabelo, usar como condicionador e até como creme de pentear. Três produtos em um e ainda é vegano. Não é uma maravilha?

Vamos conhecer um pouquinho sobre ele então?

Até hoje eu só usei o amarelo - que é o creme multifuncional Yamasterol® Babosa e D-Pantenol. Já li em muitos sites de cosméticos que a Yamasterol não realiza testes em animais, e está na lista da PEA (Projeto Esperança Animal). Também não possui ingredientes de origem animal e você encontra aqui em Maceió facinho na Casa Vieira ou Casa Léa por um preço que varia entre R$ 3,50 e R$5,00.

Ele é rico em Pantenol ou vitamina B5, responsável por fazer maravilhas na nossa pele, unhas e cabelos. Mais especificamente nos cabelos, ela hidrata, diminui as pontas duplas e o frizz e dá brilho. Tudo o que as cacheadas querem, é ou não é? 

Você pode usar ele sozinho ou misturado a algum creme ou máscara. É muito bom no cronograma capilar na fase de hidratação.

Já usei ele sozinho como condicionador, fazendo co-wash (lavagem do cabelo só com condicionador) e junto com as máscaras de hidratação - inclusive uma vez misturei ele com o condicionador da DEVA e o resultado foi pura maciez. Eu não fico sem o meu e acho que se você é cacheada deveria experimentar.

obs. Faço as resenhas de produtos e lojas apenas como uma dica para quem (como eu) fica "caçando" produtos veganos na cidade. Não ganho pela propaganda. =)


segunda-feira, novembro 04, 2013

Café São Braz


Aberta desde fevereiro desse ano, a cafeteria São Braz - na Ponta Verde e no Maceió Shopping - é uma das poucas cafeterias em Maceió que oferecem opções veganas no cardápio. Não que isso seja declarado, nem que as opções sejam muitas ou variadas, mas pra quem curte um cafezinho expresso com tapioca ou cuscuz, é sempre uma boa pedida. As opções de bebidas, além do café expresso comum, incluem um café romano com raspas de limão, chás e sucos. Para acompanhar, tapioca tradicional com ou sem coco e cuscuz com leite de coco, que pode ser doce ou salgado e é simplesmente uma delícia. 
foto do blog http://www.acozinhadacacau.com.br/
foto do blog http://www.acozinhadacacau.com.br/
O ponto negativo de lá é que nas duas vezes em que perguntei aos garçons, eles me afirmaram que não fazem modificações nos pratos. O que limita muito um vegano que queira comer uma tapioca com banana, por exemplo. Eles simplesmente não fazem. O preço também não é dos mais baratos, mas é uma boa pedida pra aquele dia em que você está na rua e não sabe o que comer. Pra quem quer tentar fazer em casa, segue uma receita supimpa!


CUSCUZ DE MILHO COM LEITE DE COCO
Ingredientes
1 coco seco ralado 1 xícara de cuscuz (flocão) 1/2 xícara de água 1 pitada de sal
Modo de preparo
Rale o coco, coloque no liquidificador com um pouco de água morna, bata para extrair o leite e reserve. Numa vasilha coloque o cuscuz, tempere com o sal, acrescente a água, e misture com a mão até que o cuscuz esteja bem molhado. Deixe descansando e enquanto isso coloque água para ferver na cuscuzeira. Assim que começar a ferver, dê mais uma misturada na massa que estava descansando e coloque-a na cuscuzeira sem amassar. Deixe tampado no fogo por 7 minutos. Desligue, coloque num prato onde vai servir, e regue com o leite de coco.



Testes em animais

Desde que comecei a fazer esse blog, imaginava que fosse um espaço onde eu além de colocar minhas receitas e dar sugestões de lugares bacanas (ou não) para um vegetariano comer aqui na cidade, eu pudesse dar minha opinião sobre algumas coisas que são notícia no momento.

Claro que a vida vai nos desviando de alguns objetivos, mas eu hoje estou me propondo a escrever semanalmente e pelo menos uma vez por mês colocar minha opinião e abrir espaço para debate. Para fins de registro, deixo aqui minhas considerações publicadas em uma rede social, sobre os testes em animais.

"Claro que a polêmica com os beagles não vai resolver nem acabar com os testes em animais, mas talvez tenha feito muita gente pensar mais sobre o assunto. Concordo que a humanidade avançou muito por conta da vivissecção. Mas a que preço? Será que não estamos passando por cima da ética e nos sentindo melhores e superiores e por isso matar, torturar e escravizar animais é aceitável porque não é nossa espécie? Até quando vamos aceitar que uma reação de um rato a determinado fármaco será a mesma no homem? E com toda a tecnologia, até quando vamos dizer que esses testes arcaicos são mais eficazes que as simulações em computador? Pode até ser que há alguns anos não houvessem alternativas, mas se hoje tem, porque insistimos nisso? Será que é porque é mais barato? E se for, vale mesmo a pena? Talvez sem a vivissecção demoraríamos um pouco mais a avançar (talvez), mas com certeza teríamos feito menos mal ao mundo".

Em 20-10-2013.